NESTA SEMANA MAIS UMA BANDA NO HALL DA FAMA DA CARBONO 40
 


The Rolling Stones é uma banda de rock inglesa formada em 25 de maio de 1962, e é uma das bandas mais antigas ainda em atividade. Ao lado dos Beatles, foi considerada a banda mais importante da chamada Invasão Britânica ocorrida nos anos 1960, que adicionou diversos artistas ingleses nas paradas norte-americanas e que decisivamente influenciaram na música pop e nos costumes.
Formado por Brian Jones, Keith Richards, Mick Jagger, Bill Wyman e Charlie Watts, o grupo calcava sua sonoridade no blues. Em cinquenta anos de carreira, sucessos como "Paint It, Black", "Lady Jane", "Ruby Tuesday", "Wild Horses", "(I Can't Get No) Satisfaction", "Start Me Up", "Sympathy For The Devil", "Jumping Jack Flash", "Miss You" e "Angie" fizeram dos Stones uma das mais conhecidas bandas do rock mundial, levando-a a enfrentar todos os grandes clichês do gênero, desde recepções efusivas da crítica até problemas com drogas e conflito de egos, principalmente entre Jagger e Richards. Os Rolling Stones já venderam mais de 200 milhões de álbuns no mundo inteiro em sua carreira.

1960-1970

Tudo começou em 1960, quando os dois amigos de infância, Mick e Keith, se reencontraram em um trem na estação de Dartford, Inglaterra e descobriram um interesse em comum por blues e rock and roll. Foram convidados pelo guitarrista Brian Jones em 1962 a montar a definitiva banda de R&B branca, que se chamaria The Rolling Stones, inspirado no nome de uma canção de Muddy Waters, Rollin' Stone, cujo nome foi utilizado oficialmente, pela primeira vez, em sua apresentação no Marquee Club de Londres em 12 de julho de 1962..
O pianista Ian Stewart, amigo de Brian, seria o co-fundador da banda, mas porque sua imagem pessoal não tinha o devido sex-appeal, ele seria rebaixado a gerente de palco, com direito a gravar com a banda mas não de posar como membro. Bill Wyman, que embora já vivesse da noite há muito mais tempo que os demais, seria acrescentado à banda por um motivo fútil: possuía mais de um amplificador. Em janeiro de 1963, Charlie Watts assumiria definitivamente a bateria. A boa repercussão nas apresentações ao vivo somadas à habilidade promocional de seu empresário, levou a banda a um contrato com a Decca Records (então a piada do ano por ter recusado um contrato com os Beatles). Seu empresário promove a banda com uma imagem de rebeldes e cria a pergunta: Você deixaria sua filha se casar com um Rolling Stone?.
Os primeiros singles, um cover de uma canção de Chuck Berry e Muddy Waters de cada lado, Come On/I Want To Be Loved, e uma gravação para uma composição da dupla John Lennon e Paul McCartney, I Wanna Be Your Man, foram bem aceitos. O primeiro álbum, chamado simplesmente The Rolling Stones, saiu em abril de 1964, contendo apenas uma composição de Jagger e Richards. Apenas com Tell Me (You're Coming Back), lançado em junho de 1964, é que uma composição da dupla seria lançada como lado A de um compacto. A partir daí, pouco a pouco o material próprio começou a ser valorizado, tendo em Out Of Our Heads, de 1965, o primeiro de uma série de discos basicamente de composições da dupla Jagger-Richards. É nesse ano que a banda lança seu maior hit em todos os tempos, (I Can't Get No) Satisfaction.
Com o álbum Aftermath, de 1966, a banda começaria uma fase de músicas mais longas e de arranjos mais elaborados. O flerte com o rock psicodélico e experimental teria seu ápice em Their Satanic Majesties Request, de 1967. Com Beggar's Banquet (1968) haveria a volta ao estilo mais próximo ao R&B que os fizeram famosos. São desta época dois dos maiores hits da banda, Jumpin' Jack Flash, que só saiu como compacto e a controversa Sympathy For The Devil - que Mick disse ter se inspirado em uma visita a um centro de candomblé na Bahia - música responsável pela maior parte das acusações de satanismo que a banda iria sofrer desde então.
Em 1969 Brian Jones oficialmente abandona os Stones, sendo substituído por Mick Taylor (que havia tocado com o John Mayall's Bluesbreakers). Poucos dias depois de sua saída, Brian Jones seria encontrado morto afogado na piscina de sua casa em Sussex, em circunstâncias até hoje pouco esclarecidas. Existem duas versões: que ele se afogou sob influência de drogas e álcool, ou que ele foi afogado propositalmente por um dos empreteiros contratados para fazer obras na propriedade. Entretanto, em 1993, um empreteiro conhecido como Frank, assumiu em seu leito de morte ter assassinado Brian Jones através de afogamento. Embora houvesse sido planejado muito tempo antes, dias depois a banda realizou um concerto memorável no Hyde Park, em Londres, diante de um público de 300 mil pessoas, que acabou tendo um significado especial além da apresentação do pouco conhecido novo guitarrista, Mick Taylor. O show aconteceu num palco decorado com uma enorme foto colorida e estourada de Jones. Jagger, vestido de branco, interrompeu a apresentação para ler uma passagem do poema Adonais de Percy Bysshe Shelley, em memória do amigo problemático. Enquanto mais de 3.000 borboletas brancas eram soltas do palco para a platéia emocionada. Os Stones pareciam ter chegado ao fim de uma era. Sem imaginar que a próxima tragédia estava bem próxima.
Em 6 de dezembro de 1969, o grupo chegou a Altamont, na Califórnia, para uma grande apresentação ao ar livre - com uma platéia pelo menos duas vezes maior do que a do Hyde Park. Bem antes dos Stones subirem no palco já havia problemas. A segurança do espetáculo estava sob a responsabilidade de um bando de Hell`s Angels de São Francisco, uma gangue de motoqueiros grossos e arrogantes que não sentiam nada a não ser desprezo pela multidão de mais de 500 mil hippies. Qualquer um que tentasse subir no palco era agredido e escorraçado de volta para a platéia por Angels que portavam tacos de sinuca. Durante a apresentação da banda Jefferson Airplane, que antecedeu a atração principal, fãs estavam sendo carregados para as cabanas da Cruz Vermelha em maior quantidade do que os médicos de plantão podiam dar conta. Quando os Rolling Stones finalmente foram se apresentar, a multidão ficou histérica, e os Hell`s Angels reagiram ficando ainda mais selvagens. Durante a execução de Under My Thumb no momento em que Mick finalizava a canção, um jovem hippie Meredith Hunter negro,ataca os seguranças (hells angels) que desde muito antes tratavam o público com hostilidade e violência, em contrapartida, um hell angel apunhala o jovem pelas costas, matando-o . Os Stones tinham noção de que alguma coisa havia acontecido, embora do palco fosse difícil dizer exatamente o quê. No dia seguinte é que os Rolling Stones descobriram que quatro pessoas (incluindo Meredith Hunter) haviam morrido naquele dia. Há versões de que Meredith foi agredido pelos Hell`s Angels por estar acompanhado de uma linda loira, mas ele estava armado com um revolver e o assassino, Alan Passaro, foi julgado alguns anos depois e inocentado por legítima defesa. O que aconteceu naquele dia fatídico está registrado no filme Gimme Shelter, de 1970. Ainda em 1969 os Stones lançaram Let It Bleed (título geralmente visto como sátira a Let It Be, dos Beatles, disco que de fato só seria lançado seis meses depois). Em 1970 sai Get Your Ya-Ya's Out, o primeiro disco ao vivo, com estéreo autêntico e alta fidelidade, gravado de sua apresentação no Madison Square Garden, em Nova York.

1971-1980

Nos anos 70, com o álbum Sticky Fingers, esse logo desenhado por John Pasche ficou associado à banda e desde então faz parte do merchandise do grupo.
Em 1971 a banda passa para a Atlantic Records, que lhes permite estrear o selo próprio, Rolling Stones Records. Nesse ano a banda lança um dos seus álbuns mais curiosos, Sticky Fingers, cuja capa foi idealizada por Andy Warhol com uma foto de uma pélvis atribuída a Jagger e cujo LP original possuía um zíper que podia ser aberto e mostrava uma figura de uma cueca (a despeito da banana do álbum Velvet Underground and Nico). Esse álbum também foi o primeiro a mostrar o famoso logotipo da boca que apesar de ter sido sempre atribuído a Andy Warhol na verdade foi produzido por John Pasche.
Keith Richards encontra-se no sul da França, na mansão utilizada pelos nazistas Villa Nellecote, pelo fato de todos os Stones estarem devendo uma fortuna de imposto de renda na Inglaterra. Esse período foi considerado como o exílio dos Rolling Stones. A intenção da banda, é compor todo o novo álbum (que viria a ser Exile on Main St) para, na sequência, promover uma grande turnê pelos Estados Unidos. O faturamento da tour serviria para quitar os impostos dos Stones na terra da Rainha. Entretanto, os problemas de Keith e sua esposa, Anita Pallemberg, com as drogas acaba por atravancar os trabalhos de composição. Após várias semanas pontuadas por incidentes e trabalhos infrutíferos, Keith e Anita são acusados de tráfico de drogas e obrigados a fugir da França às pressas. A maior parte do disco é composta e gravada em Los Angeles (EUA). Antes da conclusão do trabalho, no entanto, Keith Ricards passa por um severo programa de desintoxicação na Suíça. Após a mixagem lançam, em 1972, o álbum duplo Exile on Main Street, considerado por muitos, e pelo próprio Jagger, como o melhor álbum da banda pela sua consistência, plasticidade e versatilidade dos músicos, o qual produz, entre outras, a música Tumbling Dice, obrigatória em qualquer show dos Stones até os dias de hoje.
Com a excelente repercusão do disco anterior e embalados pela sua turnê de 1972/1973, os Stones entram mais uma vez no estúdio e lançam em 1973 o álbum Goats Head Soup, amplamente conhecido pelo hit Angie e pela polêmica Star Star. Interessante que a balada Waiting on a Friend foi composta e gravada durante as sessões deste álbum e lançada apenas oito anos depois no álbum Tattoo You (1981), a qual, devidamente remixada tornou-se um hit da banda, assim como a música Tops.
Em 1974 os Rolling Stones gravam o clássico It's Only Rock'n'Roll no estúdio do guitarrista Ronnie Wood (que tocava com a banda inglesa The Faces, liderada por Rod Stewart). Com a saída repentina de Mick Taylor para seguir carreira solo, Wood assume a segunda guitarra, embora só será oficialmente um membro efetivo dos Stones a partir da turne de 1975, cuja primeira apresentação com a banda ocorre em 1º de junho do mesmo ano em Baton Rouge, Lousiana, Estados Unidos, através dos acordes de Honky Tonk Women.
Embora a turnê de 1975 tenha sido batizada de Tour Of The Americas pois previa, além dos Estados Unidos e Canadá, shows no Brasil - Rio de Janeiro (14 e 17/08) e São Paulo (19 e 21/08), México (7 e 10/08) e Venezuela (28 e 31/08), estes não ocorreram por restrições políticas dos governantes desses países, preocupados com a imagem de desordeiros e drogados que a banda poderia passar além de desagradar os respectivos regimes de governo.
Lançam, então, Black & Blue (1976), um disco mais intimista com forte participações de convidados como Billy Preston, que já havia gravado Let It Be, dos Beatles e vinha participando de todos os álbuns dos Stones desde Sticky Fingers de 1971, e Ron Wood confirmado no comando da segunda guitarra, que obtém razoável sucesso. O álbum seguinte é Love You Live (1977), um duplo ao vivo gravado na turnê européia de 1976, bastante heterogêneo e com a formação básica da banda no palco. Em (1978) lançam Some Girls que é bem mais pesado do que os últimos trabalhos. Este disco é fortemente influenciado pelo movimento punk surgido nos Estados Unidos em 1974, com temas rápidos e agressivos como Respectable e When The Whip Comes Down, embora o disco seja mais lembrado pelo seu hit à la discoteque Miss You. Mostrando a vitalidade característica até os dias de hoje, ainda no mesmo ano saem, novamente, em turnê pelos Estados Unidos e já dão mostras da tendência que por eles será magistralmente explorada nos próximos anos: enormes palcos e infra-estrutura dos shows, jamais vistas até então. Em 1980 lançam um disco mais linear, Emotional Rescue, com um hit homônimo.

1981-1990

Em 1981 a banda larga Atlantic Records e assina com a EMI. O álbum de estreia é Tattoo You, tido por muitos como o melhor álbum da banda de todos os tempos e talvez o seu único grande triunfo para esta gravadora, visto ser o de maior sucesso comercial da banda até os dias de hoje. Destacam-se inúmeros hits da banda, como a explosiva Start Me Up, obrigatória em todos os shows, e a balada Waiting On A Friend, composta inicialmente em 1973 e não lançada no disco do mesmo ano.
Com a excursão americana no mesmo ano, os Rolling Stones definitivamente inauguram a moda de shows gigantescos de duração de três horas, palcos móveis e desmontáveis e toneladas de equipamentos de som e luz. Resumindo a turnê em solo americano lançam em (1982) o álbum ao vivo Still Life (American Concert 1981) e o filme Let's Spend the Night Together, que, sob a direção do renomado Hal Ashby, mostra o vigor juvenil de Jagger e a reabilitação de Richards das drogas, além do novo formato de apresentações ao vivo.
Em meio a especulações da mídia de possível separação da banda, no final de 1983 os Stones lançam o álbum Undercover, e, alimentando ainda mais estes rumores, a banda não sai em turnê e tampouco os músicos se pronunciam a respeito, cada um elaborando trabalhos individuais e não sendo vistos juntos em nenhuma ocasião.
Ian Stewart, pianista, gerente de palco e um dos fundadores da banda, acompanhando em todos os álbuns e shows, morre em 1985 em virtude de um ataque cardíaco. Tido como o sexto Stone, é homenageado com uma faixa no álbum da banda de 1986, Dirty Work, cujo álbum também não é acompanhado de turnê.
O relacionamento entre os membros restantes da banda não era dos melhores, com desentendimentos frequentes entre Jagger e Richards. Mick Jagger envereda em uma carreira solo gravando músicas dentro do estilo Rolling Stones e causa um desentendimento sério entre ele e seu sócio Keith Richards. Especulações sobre o fim da banda duram por seis anos, embora o clima ruim não impedisse que continuassem sendo lançados álbuns de repercussão cada vez maior. Jagger, Richards, Wood, Wyman e Watts lançaram vários álbuns solo durante a década de 1980 e 1990.
Os Stones adentraram a década de 1990 com uma nova gravadora, a CBS, em meio a rumores de que Mick Jagger e Keith Richards não podiam nem mesmo dividir uma mesma sala sem se engalfinharem. Os constantes boatos sobre a dissolução da banda ajudaram a catapultar o interesse e a expectativa da turnê e as vendas do álbum Steel Wheels (1989), tornando-a a maior da banda em todos os tempos até então. Os problemas pessoais foram colocados de lado e a banda se apresentou como nos velhos tempos, auxiliada pela habitual parafernália de palco tendo participação durante a turne,do Guns N' Roses que estava explodindo no cenário musical,como banda de abertura. Reflexo disso é o álbum Flashpoint de 1990 que traz os Stones de volta aos palcos depois de sete anos.
Foi também a partir dessa turnê que os Stones tornaram-se experts nos negócios, transformando-se em uma banda multimilionária, com administração autônoma e profissional, alcançando espaços na mídia até então nunca vistos, tendência que permitiu as sucessivas bem-sucedidas turnês seguintes e um exemplo de exposição e fixação da "marca" The Rolling Stones.

1991-2000

O outro membro original, Bill Wyman, que deixa o grupo em 1993, ainda mantém fortes ligações com a banda, à exemplo de seu pub em Londres, o Sticky Fingers, totalmente decorado com inúmeras fotos, instrumentos e discos de ouro, entre outras lembranças dos Stones. Para o seu lugar é escalado o baixista Darryl Jones, que é apenas músico contratado, não sendo considerado membro oficial.
Em 1994, após um longo período de inatividade, é lançado com grande estardalhaço o álbum Voodoo Lounge, seguido pela turnê de mesmo nome (que passou pelo Brasil). A turnê que se iniciou em 19 de julho de 1994 em Toronto, Canadá, e foi encerrada em 30 de agosto de 1995 em Rotterdam, Holanda, arrecadou em torno de US$ 400 milhões. Aproveitando a repercussão, todas as gravações da banda são relançadas em CD. O álbum de 1995, Stripped, foi mais intimista, com versões acústicas de vários de seus maiores sucessos e uma regravação gloriosa para "Like a Rolling Stone", clássico de Bob Dylan.
No ano seguinte lançam The Rock And Roll Circus, trilha sonora de um filme arquivado desde 1968. O CD inclui uma apresentação de diversos artistas, como Jethro Tull, The Who, Marianne Faithfull, então esposa de Jagger e The Dirty Mac que nada mais é que uma pré-versão da Plastic Ono Band. Essa formação incluiu, além de John Lennon e Yoko Ono, Eric Clapton, Keith Richards (no baixo) e Mitch Mitchell, baterista do The Jimi Hendrix Experience.
Ainda em 1997 sai Bridges of Babylon, com uma capa luxuosa e uma excursão mundial igualmente cara, completa, com dois palcos, um maior e outro menor instalado no meio do público. Inclui também uma ponte para a banda atravessar do palco principal para o menor, sendo que neste executam basicamente clássicos sem o acompanhamento de metais e backing vocals voltando às raízes da banda nos anos 60 e, assim, inauguram um novo estilo de apresentações que se seguiram nas turnês seguintes. Com dois shows no Brasil, um em São Paulo e o outro no Rio de Janeiro (com participação mais que especial de Bob Dylan, inclusive abrindo os shows para a banda), confirmaram o país com status de rota obrigatória. Retrato dessa turnê foi o lançamento do álbum ao vivo No Security, em 1998.

2001-presente

Para comemorar os 40 anos do grupo, em 2002 lançam o álbum duplo Forty Licks (1962-2002) que traz, além de 36 sucessos da banda, 4 novos hits (Don't Stop, Keys To Your Love, Stealing My Heart e Losing My Touch), sendo o primeiro uma espécie de resumo da perseverança característica da banda, atingindo bastante sucesso. Em 16 de agosto do mesmo ano com um show em Toronto (Canadá) os Stones lançam uma de suas maiores turnês - a Licks Tour (detalhe para a música Heart of Stone, não tocada ao vivo desde 5 de dezembro de 1965). Esta longa turnê passou por todos os continentes do planeta, tendo sido encerrada em 9 de novembro de 2003, em Hong Kong. Mantendo o status de maior banda de rock & roll do mundo e a tradição de suas espetaculares apresentações, montam estruturas distintas e específicas para shows em arenas, estádios e teatros, além de private shows. Ao final do mesmo ano lançam o esplêndido DVD quádruplo Four Flicks, mostrando cada um dos formatos de suas apresentações e toda a vitalidade dos músicos sessentões.
Quando todos imaginavam o fim da banda, devido a um câncer na garganta do baterista Charlie Watts diagnosticado em junho de 2004 e curado em fevereiro de 2005, o vigor incansável do quarteto com ênfase às belas letras de Jagger e Richards (conhecidos como The Glimmer Twins desde os anos 70, pela ligação existente entre eles, além das lendárias histórias que protagonizaram) produz um de seus melhores álbuns de estúdio de todos os tempos. Lançado em 2005 A Bigger Bang traz uma sonoridade crua e voltada às raízes da banda: rock and roll, blues e rhythm and blues, além das pegadas das guitarras da dupla Richards/Wood, bem como para a harmônica melodiosa de Jagger, as 16 fortes canções do álbum mostram a excelência e competência de Jagger/Richards/Watts/Wood. Para a divulgação do álbum, mais uma vez iniciando em Toronto (em 10 de agosto de 2005), a banda se lança na estrada com a turnê do mesmo nome.
Em 18 de fevereiro de 2006, os Rolling Stones voltaram ao Brasil para o show da turnê A Bigger Bang. O show, gratuito, foi realizado nas areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para um público estimado em 1,5 milhão de pessoas, entrando para a história como o maior show da banda e um dos maiores concertos de rock de todos os tempos.
Após dois anos do lançamento da turnê A Bigger Bang, que passou pela América do Norte, em duas oportunidades (2005 e 2006), América do Sul (2006) e Europa (2006), os músicos dos Stones arrecadaram, até novembro de 2006, em torno de US$ 437 milhões (recorde na história da música), os Stones anunciaram, em 22 de março de 2007, uma lista de novos shows pelo velho continente, que se iniciou em 5 de junho de 2007, com uma apresentação em Werchter, Bélgica e se encerrou em 26 de agosto de 2007 em Londres, apesar de rumores de que novos shows serão realizados em 2008. Com seu encerramento, os Stones realizaram a mais longa de suas turnês mundiais, com arrecadação de US$ 560 milhões (novo recorde), e, apresentando-se para quase 6 milhões de espectadores, mostraram a inesgotável energia que os move por mais de 45 anos de estrada. Ainda em 2006, a banda teve sua música "Can't You Hear Me Knockin'" presente no game Guitar Hero 2, em versão cover, o que desapontou muitos fãs pois a voz do cantor que faz esse cover no GH2 não é nada parecida com a de Mick Jagger. Em 12 de junho de 2007, foi lançado o DVD The Biggest Bang, que contém 4 discos com mais de sete horas de shows, incluindo a integra do realizado no Rio de Janeiro, no ano anterior, bem como em Austin, Texas, e materiais dos shows de Japão, Buenos Aires e Shangai, além de entrevistas exclusivas e reveladoras com os membros da banda. Nesse mesmo ano, os Stones voltariam a ter outra música de sucesso na série Guitar Hero, desta vez a música era "Paint it, Black", presente no Guitar Hero 3 Legends of rock. Em 4 abril de 2008, estreou nos cinemais mundiais o filme The Rolling Stones Shine a Light (distribuído no Brasil pela Imagem Filmes), concebido e dirigido pelo premiado diretor Martin Scorsese - um declarado fã da banda - que, em duas apresentações no Beacon Theatre de Nova York, em novembro de 2006, com dezesseis câmeras focadas diretamente nos músicos, registrou com profundidade a bela performance da banda em um repertório levemente diferenciado das apresentações normais. Conta, ainda, com a presença de Jack White, do grupo White Stripes, da cantora Christina Aguilera e do bluesman Buddy Guy. Ainda, de forma genial mescla imagens de arquivo desde o início da banda, nos anos 60, confrontando com declarações atuais, como a pretensão de Mick Jagger em manter-se ativo aos sessenta.

Hall da Fama

A seção destinada a eles no Salão da Fama os descreve como um dos principais candidatos ao título de "A Maior Banda de Rock do Mundo". Apenas os Beatles e o The Who receberam um tratamento similar no Salão da Fama.

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A cada semana um novo artista e para começar nada melhor que o melhor de todos os tempos




Foram apenas pouco mais de sete anos de registro musical, mas do final de 1962 até o início de 1970 os Beatles deixaram um inigualável tesouro artístico: Treze álbuns e inúmeros singles e EPs que embalam até hoje nossa lembrança e atraem cada vez mais fãs. Muitos nascidos mesmo depois da morte de John Lennon.
Não dá para escrever tudo sobre os Beatles. Suas influências vão além do campo musical e alterou em muito a maneira de pensar e vestir dos jovens dos anos 60. Do 'Yeah Yeah Yeah' até as 'Revolutions' muita coisa aconteceu, e aqui vai um breve histórico do que foi o grupo que transformou o mundo.
LIVERPOOL
Talvez os Beatles não tivessem sido os Beatles se não tivessem nascido em Liverpool. Esta cidade ao Oeste da Inglaterra era o 'must' ao que se referia às novidades do que acontecia na América. Era lá que desembarcavam marinheiros com discos de cantores como. Elvis Presley, Little Richard, Chuck Berry, Buddy Holly. Foi aí assim que John Lennon e Paul McCartney tomaram conhecimento daquele ritmo estranho que vinha do além mar chamado 'Rock and Roll'.
John Lennon, um estudante  da Quarry Bank High School tinha em 1956 uma banda chamada 'The Quarrymen' (claro... olha o nome da escola). Formada com colegas de turma, a banda se contentava em tocar em festinhas escolares, bingos e Igrejas, e foi atrás de uma que John Lennon, que era o líder da banda, conheceu Paul McCartney numa apresentação. Os gostos musicais os aproximaram, e visto que Paul, além de tocar e cantar bem tinha um 'quê' de Elvis Presley, foi convidado a entrar no grupo, tocando guitarra
Mais tarde Paul trouxe George Harrison, naquela época com apenas 17 anos. Apesar do pé atrás de John quanto a ter um adolescente espinhudo no grupo, ele acabou aceitando, pois George sabia muito mais acordes do que os dois juntos. Integrava ainda a banda Suart Stucliffe no baixo e vários bateristas que se revezavam e não duravam muito.
No final dos anos 50 John já estudava na Escola de Artes de Liverpool, tornando o nome 'Quarrymen' fora de propósito. Por algum tempo a banda se chamou 'Johnny and the Moondogs', depois the 'Silver Beetles', e com o trocadilho entre 'Beetle' (besouro) e 'Beat' (batida) surgiu o nome que todos nós conhecemos até hoje.
THE BEATLES
No início dos anos 60 o grupo era formado por John, Paul e George nas guitarras, Stuart no baixo e um novo baterista chamado Pete Best (considerado até hoje o cara mais azarado da história). Naquela época todos faziam o estilo 'Teddy Boy', nada parecido com a imagem Beatle que conhecemos. Mais pareciam James Deans tocando guitarra, com topetes, roupas de couro e botas até a canela. Foi numa viagem à Alemanha, onde tocaram em Hamburgo que Astrid Kishnerr, namorada de Stu, sugere aos garotos a pentarem o Cabelo para frente. Só Pete Best recusou.
Nessas noitadas em Hamburgo, era comum os Beatles tocarem quase 8 horas seguidas, num repertório que ia desde clássicos de filmes, até Boleros e  Rock and Roll . Isso foi crucial para os rapazes, pois aí podiam experimentar com o público, canções que eles começavam a escrever. Nessa época gravam um disco com Tony Sheridam, um inglês metido a Elvis Presley, mas a contribuição no disco se resume ao acompanhamento, salvo uma música instrumental e outra com o vocal de John.
Quando os Beatles voltam para a Inglaterra, Stu decide ficar com sua namorada alemã em Hamburgo, onde morre logo depois devido as consequencias de uma briga. Isso fez com que John se aproximasse mais de Paul, visto que até então Stu era seu melhor amigo.
Foi assim que Paul virou baixista.
BRIAN EPSTEIN
O até hoje famoso Cavern, era um bar numa rua escura de Liverpool, frequentado por bem comportados Jazzistas. Os Beatles tocavam lá frequentemente, o que fez o bar mudar a sua clientela por um bando de adolescentes que gritavam e curtiam Rock and Roll. Foi nesse local que Brian Epstein, conhecido empresário da cidade, dono de uma loja de discos tomou a decisão de empresariar os rapazes.
O Bem comportado empresário impõe certas regras aos rapazes, como não comer no palco, não tomar anfetaminas, agradecer as apresentações, e o mais importante, se vestirem decentemente. Tá aí a imagem que temos dos Beatles até hoje. Bem comportados meninos em terninhos impecáveis (para desespero de John Lennon, um autêntico Rocker)
Brian consegue uma audição na gravadora DECCA, em 1962, mas foram recusados, pois conforme o diretor artístico da época, os grupos de guitarra estavam acabando (este cara deve ter sido demitido logo depois). Na sua pregrinação de gravadora em gravadora, Brian bate na porta da Parlophone, uma subsidiária da mega potente 'EMI', cujo produtor era George Martin.
É claro que George Martin, com sua grande veia artística viu futuro naquele grupo. Boas músicas, bom visual, bom vocal.... só faltava uma coisa: um bom baterista. Foi nessa que Pete Best dançou, e em seu lugar entrou um velho companheiro dos garotos, Richard Starkey, mais conhecido como Ringo Starr (que ficou sendo conhecido como o cara mais sortudo do mundo)
BEATLEMANIA
O primeiro compacto, gravado no final de 1962 continha 'Love Me Do' e 'P.S. I Love You'. Fez um estardalhaço em Liverpool, mas no resto da Inglaterra chegou ao mero 17º lugar. Pouco tempo depois os rapazes compôem e lançam 'Please Please Me'. Aí sim. 1º lugar na Grã Bretanha, e o passo para o 1º LP com o mesmo nome "PLEASE PLEASE ME" os compactos 'From Me To You', She Loves You' e 'I Wanna Hold Your Hand', chegam ao topo da parada.
As várias apresentações na TV , as excursões pela Inglaterra e o lançamento do 2º LP, "WITH THE BEATLES" deixaram o grupo para dar um passo maior na carreira : Conquistar a América.
Quando os Beatles chegaram aos Estados Unidos, estava decretada oficialmente a Beatlemania. No programa Ed Sullivan, no qual se apresentaram, fizeram um sucesso danado e a nação se surpreendeu pelo bom humor dos rapazes, na verdade, o humor cínico inglês, e 'I Wanna Hold Your Hand' fica no pico das paradas, e os Lps começam a ser lançados nos Estados Unidos, com variações e capas diferentes dos originais ingleses.
É lançado ainda o filme "A HARD DAY'S NIGHT", que acompanha um álbum do mesmo nome... , que até hoje é cult no meio musical, e documentava o dia a dia dos Beatles. Dá-se assim uma onda de consumismo em tudo que se referia a Beatles: guitarras, carteiras, meias, lancheiras, cortinas,... e até perucas. Aproveitando toda essa repercussão lançam ainda "BEATLES FOR SALE"  (Á venda - ironizando a situação ).
No meio de excursões e gravações, lançam em 1965, seu 2º filme, "HELP", com o álbum do mesmo nome. O filme é uma paródia dos filmes de 007, com locações em vários lugares do mundo, pois agora tinham mais dinheiro. Nessa época os quatro são condecorados pela Rainha com mérito por trazerem divisas ao Reino Unido.
REVOLUÇÃO MUSICAL
O álbum "RUBBER SOUL", lançado no final de 65 começa a mostrar que algo estava acontecendo na cabeça daqueles quatro meninos. As letras já não eram tão bobas assim, e não se resumiam em 'ela ama você' e 'eu amo ela'. A Influência de Bob Dylan, que os apresentou as drogas e o interesse por outros instrumentos e estilos musicais fizeram desse disco o 1º passo de que algo estava por vir.
"REVOLVER", lançado em 66 foi definitivamente um divisor de águas, que acompanhou uma fase definitiva dos Beatles. O grupo decidiu não fazer mais turnês, pois além do desgaste, muitas músicas ficaram impossíveis de serem tocadas em shows. A declaração de John, de que eram mais populares que Jesus, a queima de discos pela Klu-Klux-Klan e Incidentes em turnês fez com que a crítica alardeasse  uma suposta queda do grupo, mas o melhor ainda estava por vir.
SGT PEPPER
O Álbum "SGT PEPPER'S LONELY HEARTS CLUB BAND" é tido como um marco na história da musica, e para a maioria dos críticos, o disco mais importante já lançado. Em 1967 sai esse que seria o primeiro disco conceitual e o precursor do rock progressivo. Sucesso de vendas e críticas foi também um dos primeiros discos do movimento Hippie que surgia na época, transformando músicas em pinturas e viagens, para as cabeças da época, muito mais do que simples músicas (ouça esse disco com fones de ouvido que você entenderá)
Logo depois gravam o filme para a TV " MAGICAL MYSTERY TOUR", que foi um fiasco, pois o roteiro era viajandão demais para uma apresentação de natal da BBC, mas o disco contém ótimas músicas e como todos os outros, alcançou o 1º lugar rapidinho.
Foi numa palestra do mestre Hindu 'Maharishi' no País de Gales que os Beatles recebem a notícia de que seu empresário Brian Epstein havia morrido numa overdose de calmantes. Isso desestruturou o grupo, que fez com que Paul McCartney tomasse as rédeas musicais e administrativas. Foi aí que surgiu a Apple.
APPLE
O que seria uma gravadora para promover e descobrir novos artistas, logo se tornou uma dor de cabeça para os Beatles, que nunca tiveram tino comercial. A butique que abriram com o mesmo nome logo faliu, mas o selo Apple conseguiu realizar coisas valiosas, como a descoberta de James Taylor, além de todos os lançamentos dos Beatles daí por diante, como o compacto mais vendido de 1968, 'Hey Jude', que muitos duvidaram que emplacasse, pela sua duração de 7 minutos.
Do retiro que fizeram na Índia para estudar meditação, surgiu o Álbum "THE BEATLES"  (mais conhecido como o Álbum Branco), um disco duplo com 30 músicas, tido como um dos melhores discos de rock até então, mas que infelizmente não tinha mais aquela coesão dos 4 garotos, pois problemas começaram a surgir.
O clima pesado das gravações fez Ringo abandonar o grupo em 68, mas que logo se arrependeu e voltou dias depois. O pior foi quando John Lennon começou a levar para o estúdio sua nova namorada, Yoko Ono, que além de não sair do seu lado começou a dar pitaco nas composições dele.
Mesmo assim, em 1969 saiu o desenho animado e o disco "YELLOW SUBMARINE", com sobras musicais que os Beatles gentilmente cederam para o filme. Do que seria um desenho sem nenhuma participação dos Beatles reais, o filme se tornou um marco da animação, tornando-se até hoje um ícone da história cinematográfica, e os próprios Beatles gostaram tanto que fizeram uma ponta no final da fita.
LET IT BE
Talvez o desespero de Paul McCartney em ver a banda se fragmentando fez com que ele levasse adiante o projeto de um novo filme chamado 'Get Back', que mostraria os Beatles unidos e de volta as origens, ensaiando, compondo, sem toda aquela parafernalia de estúdio e fazendo um show no final. As sessões foram angustiantes e só aceleraram o fim do grupo. O próprio George Harrison chegou a abandonar a banda, mas voltou também logo depois. Assim, o projeto foi arquivado e só viria a luz do dia em 1970, sob o título de 'LET IT BE'.
Quando tudo parecia acabado, em meados de 1969, a banda se levanta e dá o seu último suspiro, para muitos o mais belo e o mais bonito. "ABBEY ROAD", é uma obra prima, desde a capa ao conteúdo, e mostra os Beatles como sempre foram ótimos musicos, compositores, cantores. Infelizmente, logo depois das gravações, John Lennon, que estava mais preocupado com sua nova banda 'The Plastic Ono Band' e sua campanha pela paz, avisa que está abandonando o grupo, mas tudo foi mantido em segredo até abril de 1970 quando o próprio Paul anuncia que está deixando os Beatles, para mágoa de John, pois era ele que havia saído.
THE DREAM IS OVER
Numa famosa entrevista de John em 1970 ele anuncia que o sonho acabou e que os Beatles não exitem mais e não tem outros planos para gravarem juntos... Mas o sonho continuou até 1980 quando milhões de pessoas alimentavam a esperança de ver aquelas caras, agora tão diferentes, tocarem juntos mais uma vez.... Não deu!... e mesmo assim, quando até hoje ouvimos os acordes finais de 'The End', no final do disco Abbey Road. Dá para pensar no legado que esse grupo deixou para nós.
Felizes somos nós que tivemos os Beatles.

Fonte: www.getback.com.br

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Vocal:    Bruno
Guitarra: Orlando Blues
 Teclado: Alex
Baixo: Carlos Medina
Bateria: Ítalo



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